segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Quadrinhos teste teste teste



Dessa iniciativa surgiu a revista em quadrinhos de maior popularidade da editora paranaense: Quadrinhos Eróticos, revista da qual encontramos na maioria das vezes, na literatura ligada aos quadrinhos, atribuída ao nome da editora Grafipar. Criada em 1978, sob o título original de Eros, a revista de 32 páginas e circulação quinzenal precisou ter seu nome alterado por volta da sexta edição, devido ao fato de outra editora já possuir os direitos sobre a marca, em uma de suas publicações. O novo título, menos subjetivo ao público e abertamente didático, sobre o conteúdo da revista ajudou a fazer as vendas dispararem para quase 30 mil exemplares quinzenais em 1979 (ROSA, 2000).


Figuras 48 e 49 – LUIZ RETTAMOZO - Próton n°1. Capa. Janeiro, 1979. Grafipar; [ANÔNIMO] - Neuros n°1. Capa. Janeiro, 1979. Grafipar


O sucesso editorial de Quadrinhos Eróticos fez ampliar o repertório de publicações da editora, assim como o número de colaboradores envolvidos com o sistema de “cooperativa de quadrinhos” da editora:

A partir de 79, novos colaboradores chegam à Quadrinhos Eróticos; Flávio Colin, Walmir Amaral, Itamar, Imamura, Rodval Mathias, Mozart Couto, Sakita, Marcio Calesco, Gustavo Machado e Luis Saidemberg. Também em 79, as capas deixaram de ser montagens de cenas do interior da revista, ou ilustrações coloridas de magazines espanhóis, para dar chance a talentos brasileiros como Imamura, Seto e Rodval, que revelou-se logo o melhor capista de sua geração. E no ano seguinte, novos colaboradores somam-se a QE: Paulo Lima, Fisher, Josmar (Octopus), Maurício Veneza, Drumond, Paulo Hamasaki, Oz (textos), Kozo, Jordi, Novaes, Bonini, Zenival, Esteves, Sergio Lima e Watson Portela. Um cast impressionante, sem dúvida – especialmente pela estrela Mozart Couto (ROSA, 2000).

Quadrinhos Eróticos abrira caminho para uma vertente renovada do sexo e do erotismo no quadrinho nacional, influenciando outros lançamentos da editora como Sexo em Quadrinhos e Maria Erótica [1], sendo que[...] em fevereiro de 81, com a edição 52, a QE passou a ser mensal com o dobro de páginas, 64. (as edições quinzenais, Sexo em Quadrinhos e Maria Erótica, continuaram com 32 páginas) (ROSA, 2000).


[1] “Maria Erótica, criação de Claudio Seto para a Edrel em 1969, ressurgiu em outubro de 1979, num livro de 98 páginas, Especial de Quadrinhos nº 4, numa história longa e antológica com pivetes cariocas e delinqüentes. O sucesso foi imediato e meses depois Maria ganhava sua própria revista”. DANTON, Gian. Grafipar – a editora que saiu do eixo. Omelete - resenhas e artigos, 2002. Disponível em: <http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=403>. Acesso em 05/05/2006. 

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