Dessa iniciativa
surgiu a revista em quadrinhos de maior popularidade da editora paranaense: Quadrinhos
Eróticos, revista da qual encontramos na maioria das vezes, na literatura
ligada aos quadrinhos, atribuída ao nome da editora Grafipar. Criada em 1978,
sob o título original de Eros, a revista de 32 páginas e circulação
quinzenal precisou ter seu nome alterado por volta da sexta edição, devido ao
fato de outra editora já possuir os direitos sobre a marca, em uma de suas
publicações. O novo título, menos subjetivo ao público e abertamente didático,
sobre o conteúdo da revista ajudou a fazer as vendas dispararem para quase 30
mil exemplares quinzenais em 1979 (ROSA, 2000).
Figuras
48 e 49 – LUIZ RETTAMOZO
- Próton n°1. Capa. Janeiro, 1979. Grafipar; [ANÔNIMO] - Neuros n°1.
Capa. Janeiro, 1979. Grafipar
O sucesso editorial
de Quadrinhos Eróticos fez ampliar o repertório de publicações da editora,
assim como o número de colaboradores envolvidos com o sistema de “cooperativa
de quadrinhos” da editora:
A partir de 79, novos colaboradores chegam à
Quadrinhos Eróticos; Flávio Colin, Walmir Amaral, Itamar, Imamura, Rodval
Mathias, Mozart Couto, Sakita, Marcio Calesco, Gustavo Machado e Luis
Saidemberg. Também em 79, as capas deixaram de ser montagens de cenas do
interior da revista, ou ilustrações coloridas de magazines espanhóis, para dar
chance a talentos brasileiros como Imamura, Seto e Rodval, que revelou-se logo
o melhor capista de sua geração. E no ano seguinte, novos colaboradores
somam-se a QE: Paulo Lima, Fisher, Josmar (Octopus), Maurício Veneza, Drumond,
Paulo Hamasaki, Oz (textos), Kozo, Jordi, Novaes, Bonini, Zenival, Esteves,
Sergio Lima e Watson Portela. Um cast impressionante, sem dúvida –
especialmente pela estrela Mozart Couto (ROSA, 2000).
Quadrinhos Eróticos
abrira caminho para uma vertente renovada do sexo e do erotismo no quadrinho
nacional, influenciando outros lançamentos da editora como Sexo em
Quadrinhos e Maria Erótica [1], sendo que “[...]
em fevereiro de 81, com a edição 52, a QE passou a ser mensal com o dobro de
páginas, 64. (as edições quinzenais, Sexo em Quadrinhos e Maria Erótica,
continuaram com 32 páginas) (ROSA, 2000).
[1]
“Maria
Erótica, criação de Claudio Seto para a Edrel em 1969, ressurgiu em outubro de
1979, num livro de 98 páginas, Especial
de Quadrinhos nº 4, numa história longa e antológica com pivetes cariocas e
delinqüentes. O sucesso foi imediato e meses depois Maria ganhava sua própria
revista”. DANTON, Gian. Grafipar – a
editora que saiu do eixo. Omelete - resenhas e artigos, 2002. Disponível
em:
<http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=403>.
Acesso em 05/05/2006.

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